Professora é suspeita de amarrar criança com lençol em cadeira de escola no interior de SP
27/04/2026
(Foto: Reprodução) Professora é suspeita de amarrar criança com lençol em cadeira de escola no interior de SP
Uma criança de 2 anos foi amarrada com um lençol em uma cadeira por uma professora na Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Madre Carmen de Jesus Salles, em Mococa (SP). O caso teria ocorrido para que o menino ficasse quieto durante o almoço.
Em nota, a Prefeitura de Mococa informou que tomou conhecimento do caso e que todas as medidas cabíveis foram adotadas. A profissional envolvida foi afastada das funções (Veja o posicionamento completo abaixo).
A defesa da professora afirmou que "tudo não passa de um mal-entendido, fruto de uma interpretação equivocada. Não houve qualquer agressão, apenas cuidado com a criança que estava agitada no momento da refeição e apenas se pretendeu dar segurança e conforto a ela. Porém, esta atitude foi mal interpretada, mas tudo será bem esclarecido".
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Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a mãe do menino, que preferiu não ser identificada, contou que levou um susto quando soube do caso pela secretária de Educação do município.
"Cheguei lá e fui informada que ele teria sido amarrado em uma cadeira no horário de almoço, que ele não queria parar quieto para almoçar e estava atrapalhando outras crianças. Foi um choque, perdi o chão", disse a mãe.
Menino de 2 anos foi amarrado com lençol em cadeira de escola em Mococa, SP; professora é investigada
EPTV/Reprodução
De acordo com a mulher, antes de ser amarrado na cadeira com o lençol, o filho apresentou mudanças comportamentais. "Começou a chorar todos os dias, [...] não queria entrar na sala".
Esse não seria o único caso de maus-tratos que envolve a mesma professora. "Tem mais uma criança que também era amarrada, no horário de almoço. Uma criança que ela fala que é agitado".
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Denúncia
Mãe de menino amarrado em cadeira de escola em Mococa (SP) espera por justiça
EPTV/Reprodução
A secretária municipal de Educação, Fátima Regina Donato Maziero, explicou que o caso foi denunciado por uma coordenadora pedagógica, que estava assustada com o ocorrido na escola.
"Assim que tomamos ciência, já preparamos um documento porque a coordenadora relatou, fez todo o relato, ela fez essa documentação de tudo que aconteceu e nós, na hora, já encaminhamos para a promotoria, encaminhamos para o jurídico, que está apurando todo o possível para entender essa situação", afirmou a secretária.
Fátima afirmou, ainda, que a conduta da diretora da escola, que é mãe da professora investigada, também está em apuração. "Quando foi para a sindicância, como a coordenadora trouxe alguns nomes, todos esses nomes foram encaminhados, inclusive o da diretora".
Caso em investigação
A mãe do menino registrou um boletim de ocorrência sobre o caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil de Mococa como maus-tratos. O delegado Mauro Bacci disse que a genitora da criança e a secretária municipal de Educação serão ouvidas na quarta-feira (29).
A polícia irá apurar se outras crianças também foram vítimas de maus-tratos. "Existe a notícia nos documentos instruídos pela Secretaria Municipal [de Educação] no sentido de que essa conduta já teria sido observada em outras oportunidades, o que é muito grave".
EMEB Madre Carmen de Jesus Salles, em Mococa (SP)
EPTV/Reprodução
"A gente precisa apurar com muita cautela, adequadamente, instruir da melhor forma possível, para ver se vamos incorrer só no causo de maus-tratos e um crime também do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é submeter a criança a vexame ou se o fato pode se revelar algo mais grave do que isso que estamos apurando", finalizou o delegado.
A mãe da vítima pede justiça. "Que [a justiça] seja tomada o mais rápido possível, né? Para isso nunca mais acontecer com nenhuma criança".
Posicionamento da prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Mococa disse que o caso está sendo devidamente investigado pelas autoridades competentes, por meio de inquérito instaurado pela Polícia Civil.
A administração municipal afirmou que não compactua com qualquer conduta que comprometa a integridade física ou emocional das crianças, e reforçou que a profissional será responsabilizada conforme os desdobramentos das investigações.
"Destacamos ainda que a escola e toda a rede municipal de ensino estão e sempre estarão ao lado dos pais e responsáveis, prezando pela segurança, acolhimento e bem-estar dos alunos. Situações como essa não serão toleradas", disse.
A prefeitura informou que segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reforçou o compromisso com uma educação segura, humanizada e de qualidade.
Caso é investigado pela Polícia Civil na Delegacia de Mococa, SP
EPTV/Reprodução
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